quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Menina-mulher


Em um quarto escuro de um lugar qualquer
está ali deitada minha menina-mulher
meu nome cravado no seu braço ficou
só na lembrança do momento que no tempo congelou
e nesse mesmo quarto escuro o seu pranto
no meu ombro derramou 
todo céu parou 
para escultar a menina-mulher que gritou
nenhum pássaro cantou
e o silencio se calou
depois que a menina-mulher chorou
tom negro em seus olhos
cor de sangue em sua boca
ela rasteja até a porta
buscando a saída a noite toda
seu corpo queima em uma silhueta que brilha
ela é um anjo de asas cortadas
cheio de pecados e feridas
e entre sangue penas e mentiras
eu grito para o infinito ouvir
eu amo você ...

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